Aconteceu mais uma assembleia com os diretores do sindicato, o comando de greve e a categoria, na última sexta-feira, 18 de setembro, na sede do sindicato, no Espaço Cultural Roque Abreu e no auditório Pedro Castilho, para serem passados os informes gerais, informes nacionais e avaliação da greve.

A mesa foi composta pelos diretores da Secretaria de Organização, Edivaldo Santa Rita e Walter Cândido, o coordenador do Comando de Greve na Bahia, Ricardo Sampaio e o diretor da CNTSS-CUT, Raimundo Cintra.

Edivaldo Santa Rita abriu a assembleia falando dos avanços nas propostas com o governo e em seguida Ricardo Sampaio leu as atas das últimas assembleias. Tânia Melo, diretora da Secretaria Regional Sertaneja, falou da situação da agência de Feira de Santana, em que a Gerente Executiva, Hildete Farias, não permitiu nenhum servidor em greve entrar no prédio sede da mesma, proibindo os servidores de utilizarem o banheiro. Foi sugerida uma Moção de Repúdio a essa Gerente, sendo aprovada pela plenária.

Ludmila Santana, servidora da GEX/Salvador, falou das ocupações diárias na gerência, desde as 05:00h da manhã até às 17:00h, para impedir novos cortes de salário, e falou também da campanha que esta sendo realizada – com a Greve Solidária – de arrecadar alimentos para serem doadas a uma Instituição de Caridade, a ser escolhida ainda. Falou também da criação do Hino da Greve: “Resistir sim, desistir não!”, composto pelo servidor Augusto Júnior (da APS Bonfim), sendo tocada para a categoria conhecer. “Estamos conscientizando a população sobre o movimento paredista nas sinaleiras como também para as pessoas que buscam atendimento na gerência”, afirmou ela.

Alindai Pereira, diretora da Secretaria de Formação Política Sindical, passou os informes do Ministério da Saúde, informando que não mudou muito o quadro da saúde na Bahia, e que alguns servidores continuam em greve. Falou da preocupação com o Memorando que chegou ao Núcleo do Ministério da Saúde vindo do RH de Brasília solicitando a relação dos servidores em greve possivelmente para o corte de ponto. “O sindicato esta fazendo o trabalho junto à categoria, passando informações no sentido de esclarecer e acalmar, pois estamos em um momento de decisão. Será criado um comitê gestor para discutir os pontos. A greve continua.”, declarou Alindai.

Os Representantes Nacionais foram convocados para passar os informes: Raimundo Cintra, diretor da CNTSS-CUT e Lídia de Jesus, diretora da FENASPS.

Raimundo Cintra informa que a CNTSS está lutando para que os companheiros recebam seus salários que foram cortados na greve do ano de 2009 e que juntamente com a FENASPS está fazendo movimentações para a saída do acordo, pontuando alguns itens da proposta de negociação. Lidia de Jesus pontuou também alguns itens, passando informes sobre os benefícios, incorporação da GDASS, paridade, Plano de Ação, Plano de Carreira, Abono de Permanência, 30 horas que não avançou, dias parados, REAT, Progressão para o INSS e M. S. e DRT. “Quando sairmos da greve, sairemos no Estado de Greve, ou seja, em vigilância, caso precise voltar”, disse ela.

Edivaldo Santa Rita informa que não haverá corte de ponto para os servidores do Ministério da Saúde e em seguida convocou a categoria para uma assembleia na próxima terça-feira, dia 22 de setembro, às 10h, na sede do Sindprev/BA, caso a minuta final do acórdão chegue às mãos das entidades nacionais e dos trabalhadores até segunda-feira, dia 21/09.

Walter Cândido falou da responsabilidade do sindicato em assumir o movimento paredista juntamente com os servidores e da crise que o governo esta enfrentando. “Só sairemos da greve após a assinatura do acordo. Estamos apenas com o esboço, fruto das negociações que aconteceram nessa última semana. Esse é o momento de mostrarmos que continuamos unidos, fortes, não fraquejarmos, mas nos permanecermos nessa greve até o fim. Precisamos efetivamente que as respostas venham de forma escrita para ver se categoria aprova ou não essa proposta que está vindo de Brasília”, concluiu Walter.

Edivaldo Santa Rita colocou em votação a continuação da greve sendo a mesma aprovada por unanimidade entre os presentes, para ser decidida no próximo encontro com a minuta em mãos, a continuidade ou não da paralisação.

“Ousar lutar! Ousar vencer!”

ASCOM SINDPREV/BA

Texto: Priscila Teixeira

 

Post anterior

Mais uma assembleia é realizada pelo Sindprev/BA no Ministério da Saúde

Próximo post

Moção de repúdio

sindprevbaorg

sindprevbaorg

Nenhum comentário

Deixe um comentário