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CNTSS/CUT não aceita Plano de Reposição do período da greve proposto pelo INSS

Representantes dos servidores se reunirão para formatar uma nova proposta a ser apresentada à presidenta do INSS para discussão conjunta entre trabalhadores e governo

Representantes da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social participaram na terça-feira, 20/10, de nova Audiência com a presidenta do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, Elisete Berchiol, para discutir a reposição da demanda em virtude dos dias parados durante a greve deste ano dos servidores do Seguro Social.  O encontro, que aconteceu na sede do Instituto, em Brasília, e também contou com a presença da equipe técnica do Instituto, deu continuidade ao debate que vêm sendo travado entre as entidades nacionais representativas dos servidores e o governo sobre o Plano de Reposição das Atividades paralisadas durante a greve nacional.

O encontro desta terça-feira, 20, deu prosseguimento às discussões que foram postas na primeira reunião para tratar deste tema, realizada na sexta-feira, 16. A CNTSS/CUT deu início aos trabalhos informando que a proposta apresentada pela Diretoria Colegiada do INSS encontra forte resistência por parte dos trabalhadores. Há dificuldade de aceitação em vários Estados onde a Confederação possui base sindical. Os dirigentes não aceitam que a reposição seja feita de forma individualizada, como foi proposto pelo governo. As lideranças da Confederação apontam críticas às diretrizes do Plano por trazer uma concepção produtivista e individualista. (veja abaixo anexo com as diretrizes do Plano de Reposição).

Há a compreensão por parte dos trabalhadores que os servidores que realizaram a paralisação serão penalizados na medida em que o sistema venha contabilizar as horas de greve a partir de uma pontuação sugerida pelo próprio Plano de Reposição. Os dirigentes sindicais cobraram do governo o compromisso do Acordo de Greve onde se previa que a regularização do atendimento ao usuário deveria se dar preferencialmente na forma de mutirões nos locais de trabalho.

É entendimento da Confederação que se deve dialogar para pacificar as relações de trabalho em cada local. Ou seja, construir uma proposta que seja adequada para Instituição, para a população e para os servidores. A Confederação manifestou a opinião de que cada Agência deve colocar os serviços à população em dia tendo em vista a sua condição estrutural, bem como a força de trabalho disponibilizada. Foi informado, ainda, que é possível concluir que o atendimento espontâneo já foi realizado nesta primeira quinzena de pós-greve. Neste sentido, em prevalecendo a contabilização de horas paradas e trabalho realizado, foi proposto que de 30 a 40% já seja abatido.

Os trabalhadores fizeram uma ponderação de que um novo encontro aconteça na sexta-feira, 23/10, para que um grupo um pouco menor possa se debruçar sobre o Plano de Reposição e uma nova proposta seja construída para ser discutida por todos. A presidenta do INSS aceitou e aguarda este encontro para agendar nova audiência ainda para a próxima semana.

Foi reiterado, ainda, que toda norma que cause impacto na vida dos servidores deve ser discutida primeiramente com as entidades dos trabalhadores para em seguida ser publicada e colocada em vigência.

Clique sobre a linha e veja as diretrizes do Plano de Reposição proposto pelo governo.

Escrito por: Assessoria de Imprensa CNTSS/CUT

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