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Pressão da oposição impede leitura do relatório da reforma trabalhista

Em um acalorado debate que durou mais de seis horas, o PLC foi duramente criticado

Devido à forte pressão dos senadores da oposição, a leitura do relatório da Reforma Trabalhista (PLC 38/2017) prevista para esta terça (23) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado Federal, foi suspensa. Em um acalorado debate que durou mais de seis horas, o PLC foi duramente criticado por parlamentares e especialistas. Em contrapartida, a base aliada ao presidente golpista não levou em conta a intensa crise política pela qual atravessa o país e tentou, a todo custo, passar a diante o projeto tão prejudicial à população.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/SC) criticou a reforma, que traz inúmeros retrocessos. Gleisi enfatizou que o projeto neoliberal, elaborado junto a empresários, retira direitos e precariza as relações de trabalho, uma vez que, subjuga 70% dos trabalhadores. “Não mintam para a sociedade. A reforma não é para gerar emprego. O que gera emprego é uma economia forte. Esse esforço todo é para compensar queda de lucratividade das empresas. Toda vez que se tem uma crise econômica, dá um jeito de alguém pagar e, geralmente, paga o mais fraco”, disse.

O senador Paulo Paim (PT/RS) fez uma forte crítica à leitura do relatório do projeto em um momento tão delicado para o país. Ele enfatizou que o tema, além de atingir os mais oprimidos, carece de uma discussão mais fundamentada, já que causará um impacto imensurável na sociedade.

“É oportunismo um governo de aprovação quase zero passar a frente um projeto de tamanho retrocesso. Não é justo retirar conquistas dos trabalhadores. Quando o bom é só para um lado, algo está errado. E nessa reforma, só o empresariado sai favorecido”, alertou.

O projeto está tramitando no Senado Federal e será avaliado pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE), Constituição, Justiça e Cidadania (CJC) e de Assuntos Sociais (CAS). Depois, seguirá para votação em Plenário, em um único turno, com aprovação por maioria simples favorável. Se aprovado, será enviado para sanção ou veto presidencial. Caso seja alterado, volta à Câmara dos Deputados para aprovação. No caso de rejeição, é arquivado.

Fonte: CUT DF

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