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CNTSS/CUT representa trabalhadores da Seguridade Social em Congresso Mundial da ISP – Internacional dos Serviços Públicos

Em sua trigésima edição, o Congresso acontece em Genebra e reunirá mais de mil delegados para preparar o Plano de Ação 2018 a 2022; entidade também comemora 110 anos de criação 

 A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social participa, de 31 de outubro a 03 de novembro, em Genebra (Suíça), do 30º Congresso Mundial da ISP – Internacional dos Serviços Públicos. O Congresso, que acontece a cada cinco anos, terá este ano como tema o “Poder para o Povo”. Além de ser um momento de discussão sobre a conjuntura mundial e os desafios colocados aos trabalhadores do setor público, esta edição vem acompanhada de um simbolismo por comemorar os 110 anos da criação da ISP. A expectativa é que as inscrições atinjam um número superior a mil participantes, entre delegados e observadores, sem computar os visitantes também representantes de entidades filiadas.

 A CNTSS/CUT, entidade filiada à ISP e que representa trabalhadores públicos das áreas de Saúde, Assistência e Previdência Social, se fará presente por meio de seu presidente, Sandro Alex de Oliveira Cezar; Tesoureira, Célia Regina Costa; secretária de Saúde do Trabalhador e secretária geral adjunta da CUT Nacional, Maria Aparecida Faria; secretária de Mulheres e secretária adjunta de Saúde do Trabalhador da CUT Nacional, Maria de Fátima Veloso; secretário de Relações Internacionais, José Bonifácio do Monte; o presidente do Sindsaúde SP – Sindicato dos Trabalhadores Públicos na Saúde do Estado de São Paulo, Gervásio Foganholi; a vice-presidente do Sindsaúde SP, Cleonice Ferreira Ribeiro; e a vice-presidente da FENAPSI – Federação Nacional dos Psicólogos, Fernanda Magano.

Entre os grandes desafios propostos pelos organizadores para este Congresso está o de preparar os trabalhadores para o enfrentamento cotidiano na busca de preservar seus direitos e contra o conservadorismo que toma conta do mundo, procurando, para tanto, articular-se com a sociedade para unir esforços na luta contra a onda neoliberal que ataca fortemente os serviços públicos e o direito dos trabalhadores do setor público. Esta entre os eixos deste debate o embate contra as privatizações e a desmistificação da ideologia dominante das grandes empresas. Neste sentido, consideram fundamental construir alternativas baseadas no poder das organizações sindicais.

Em seu documento de preparação para o Congresso, a ISP destaca que “os objetivos para os próximos cinco anos serão defender um estado democrático forte e uma sociedade integradora que se comprometa a garantir a igualdade de gênero, o respeito à dignidade de todos, o desenvolvimento econômico para todos, a distribuição de riqueza e o fortalecimento do poder dos trabalhadores. Em todo mundo, cada vez há mais dados que demonstram que as fórmulas neoliberais vendidas aos trabalhadores nas décadas anteriores não cumpriram suas promessas”. Temas como gênero, trabalhadores jovens, migração e refugiados, luta contra racismo e xenofobia, trabalhadores LGBT, povos indígenas, uma economia mundial justa, direitos sindicais e laborais, luta contra privatizações e fortalecimento dos setores são os principais eixos das discussões propostas para o 30º Congresso.

A ISP é uma federação sindical mundial que representa cerca de 20 milhões de trabalhadores em mais de 150 países. Seu trabalho tem interface com as Nações Unidas e com entidades da sociedade civil e sindicatos e busca a justiça social e promove o acesso universal a serviços públicos de qualidade. Todo o processo de preparação do Congresso vem sendo realizado pelo Conselho Executivo, que terá até a véspera do evento, 30 de outubro, a tarefa de preparar o documento que será utilizado pelos delegados contendo as resoluções e emendas. Estes delegados aprovarão o Plano de Ação da ISP, sob o título “O povo acima do lucro”, com orientações políticas para o período de 2018 a 2022. O mesmo Conselho deliberou que o presidente e o secretário-geral da ISP desempenharão as mesmas funções dentro do Congresso.

De acordo com os organizadores, o que se viu desde o último Congresso, em 2012, foi o aumento das desigualdades social e econômica. Realidade acompanhada pelo forte ataque contra aos serviços públicos. Uma agenda que elimina empregos e precária as condições e relações de trabalho. Outro fenômeno social é a grande concentração de riquezas que compromete as democracias e prejudica a classe trabalhadora. Os sindicatos dos servidores têm importante papel na luta contra esta realidade. É prioridade a organização dos trabalhadores para a construção de um movimento sindical cada vez mais forte, com o fortalecimento das relações entre os trabalhadores e formar novos dirigentes.

Já na edição de 2012, o Programa de Ação aprovado se mostrava arrojado para dar conta dos desafios presentes naquele momento para os trabalhadores. No documento “Trabalhando por alternativas: cumprindo o mandato da ISS desde 2013 e adiante” a entidade buscava alternativas de lutas identificando prioridades: luta contra as privatizações, promoção dos direitos sindicais, influência nas políticas mundiais, filiação em crescimento, assim como o compromisso renovado pela igualdade e a incorporação da dimensão de igualdade de gênero. Todos estes acúmulos obtidos nestes últimos cinco anos auxiliarão nas discussões deste atual Congresso e na elaboração do Plano de Lutas para o período de 2018 a 2022.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

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