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Campanha Brasil Forte unifica defesa das estatais, serviços públicos e fim das privatizações com as demais lutas específicas dos trabalhadores

CUT disponibiliza em seu site informações e as artes da campanha para uso de suas entidades; lançamento oficial aconteceu em maio e deve se repetir nos estados a partir de junho

CUT – Central Única dos Trabalhadores lançou em maio a campanha “Brasil Forte, em defesa de um serviço público e de qualidade e valorização dos servidores e das estatais”.  A campanha é mais uma ferramenta de luta para os trabalhadores e foi sendo construída nos últimos meses nos encontros do Macrossetor de Serviço Público da Central. Um trabalho coletivo com um objeto bem claro de mobilizar o país contra o congelamento de gastos e as privatizações desencadeados pelo governo Temer. A proposta foi divulgada durante o seminário “Estado, o Serviço Público e as Empresas Estatais no Desenvolvimento com Equidade” realizado em parceria com a Fundação Perseu Abramo, que reuniu em São Paulo dirigentes de entidades cutistas nos dias 16 e 17 de maio.

A iniciativa de integrar as duas atividades foi pensada com a finalidade de reunir lideranças dos setores público federal, estadual e municipal para debater sobre os desafios colocados para estas áreas tendo em vista as medidas do governo golpista que retiram direitos dos trabalhadores e levam ao desmonte do Estado brasileiro. Os participantes puderam debater e pensar em caminhos de lutas tendo como referência temas como o papel do estado e dos serviços públicos no país que queremos, a situação pós Emenda Constitucional 95 e sua austeridade neoliberal, o papel da Seguridade Social e os ataques que vem sofrendo, a importância dos serviços públicos, das estatais e da educação pública com qualidades, além da Privatização e Terceirização nas Empresas Estatais e os Impactos para o desenvolvimento e a soberania nacional. A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social esteve entre as entidades cutistas presentes à programação estabelecida pela CUT Nacional.

O Seminário é o primeiro de uma série de quatro encontros idealizados a partir de parceria com a Fundação com o objetivo de construir junto aos Ramos uma plataforma com os interesses da classe trabalhadora. Todo este arcabouço teórico tem também a finalidade de auxiliar nas lutas das diversas categorias representadas pela Central e no diálogo com a sociedade para que a população compreenda este momento de desmonte de direitos e se una na luta. A campanha Brasil Forte, neste sentido, propõe que a defesa das estatais e dos serviços públicos seja comproeendida como uma das formas de defender o país. Ela vai além de agregar as três esferas de servidores públicos, pois entende que só a unidade de todos os trabalhadores e a mobilização nas ruas poderão reverter a EC 95 e assim derrubar o congelamento nos investimentos sociais, como saúde e educação, que aponta para o fim de serviços e políticas públicas e abre a possibilidade das privatizações em vários campos que hoje são exclusivos do setor estatal.

A secretária geral adjunta da CUT e secretária de saúde do trabalhador da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Maria Aparecida Faria, enfatiza que a Campanha vem unificar todas as lutas, não só sobre as questões salariais, mas por direitos, por serviços públicos e pelas estatais, situações fortemente ligadas aos setores federal, estaduais e municipais integrados à nossa Central. Descreve que a campanha é uma forma de também unificar a defesa de um país com mais democracia, com inclusão social, com justiça social, com soberania e onde as Instituições tenham responsabilidade com a sociedade. Acrescenta que o que vemos hoje é um golpe que vem sendo construído desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, quando o capital, principalmente o financeiro, não aceitou as medidas que garantiram uma certa ascensão social de setores populares.

”Nós temos o papel de defender a classe trabalhadora e não abriremos mão disto. Mas também estamos defendendo toda a sociedade brasileira, quando fazemos a defesa das estatais e dos serviços públicos com qualidade e queremos um país soberano e democrático que atenda os anseios da população(…). A campanha Brasil Forte tem um mote geral a partir da luta contra a EC 95, a chamada EC da Morte que vem engessar nossas políticas sociais e públicas. Ela potencializa as privatizações, os efeitos da Reforma Trabalhista e o desemprego.  Dentro deste mote geral as categorias poderão incluir suas especificidades. A CUT está disponibilizando toda uma gama de materiais em nosso site – artes para camisetas, botons, banner, matérias para os sites, entre outros – para que as entidades se apropriem. Tem também um espaço para colher depoimentos em vídeos das lideranças e da população sobre a importância do que precisamos mudar com nossas lutas. Nós vamos resistir a estas investidas violentas e voltar a ter perspectiva de futuro e de um pais livre e democrático,” afirma Maria Faria.

A Central também realizará atos de lançamento da campanha nos Estados. Já há um calendário definido para isto sendo discutido com as CUTs estaduais com datas a partir de junho. O secretário geral da CUT, Sérgio Nobre, em entrevista concedida ao site da Central, enfatizou a importância da unidade na ação. Disse, ainda, que a defesa das estatais não é só responsabilidade dos servidores ou dos trabalhadores das estatais, mas, sim, de todo os trabalhadores. “Os recursos das empresas estatais, como a Petrobras, por exemplo, seriam destinados para saúde e educação do povo brasileiro. O mesmo acontece com os bancos públicos, fundamentais para o desenvolvimento que precisamos, porque os privados não querem emprestar dinheiro para pobre”, explicou Nobre, que finalizou: “libertar o presidente Lula é nossa esperança para recuperar os direitos e derrotar o golpe”.

Clique aqui e tenha acesso aos materiais disponibilizados para a campanha:

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT –  José Carlos Araújo

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