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Servidor: com Bolsonaro, novas regras de avaliação e greve

Mudanças Governo quer regular as atuais formas para demissão e direitos de greve das categorias

Equipe econômica planeja a regulamentação do direito de greve e da possibilidade de demissão por mau desempenho. No Rio, Witzel criticou a estabilidade no funcionalismo. Integrantes da equipe comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmam que não está nos planos do governo do presidente Jair Bolsonaro acabar com a estabilidade dos servidores públicos.

O governador do Rio, Wilson Witzel, defendeu ontem que o assunto precisa ser discutido e repensado como forma de dar maior margem aos gestores. O que está nos planos de reestruturação das carreiras públicas é regulamentar duas situações: o direito de greve e a possibilidade de demitir servidores por mau desempenho, tema que já é debatido no Congresso Nacional.

- Simplesmente acabar com a estabilidade seria muito desgastante, uma vez que esse é um direito que foi assegurado ao funcionalismo federal e aos estados pela Constituição. Existe uma outra forma de dar maior eficiência ao funcionalismo – disse um integrante da equipe de Guedes, acrescentando: – Hoje, por exemplo, é muito difícil demitir um servidor por incompetência. Falta uma regulamentação.

Há ainda o problema gerado pela falta de regulamentação do direito de greve e um exemplo recente reforça a falta de uma regra clara válida. Policiais militares – que não podem fazer paralisações por exercerem uma função essencial para a população – acabaram de retornar aos quadros no Espírito Santo por causa de uma lei de anistia. A categoria fez uma greve em 2017, que provocou uma série de transtornos à população, e vários policiais chegaram a ser demitidos. O governador Renato Casagrande, no entanto, sancionou esta semana uma lei que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do ES para anistiar esses servidores.

Witzel critica estabilidade, mas esbarra na Constituição

O governador Wilson Witzel defendeu ontem que é preciso rever a estabilidade no serviço público. Ele comentou não ser contra o direito, mas que é necessário discutir a questão.

- É preciso discutir a estabilidade no serviço público. Eu não sou contra. Mas é preciso discutir, repensar. É preciso ter um pouco mais de margem para o administrador público – defendeu Witzel.

Para se alterar a estabilidade do servidor, uma emenda à Constituição precisa ser levada ao Congresso Nacional e aprovada em discussões na Câmara e no Senado, sempre com a necessidade de aprovação por 3/5 dos parlamentares de cada casa legislativa.

- A estabilidade no serviço público é uma substituição do FGTS dos trabalhadores regidos pela CLT. Servidor público não tem FGTS. Revogar a estabilidade, além de ser uma deslealdade com essa troca, aprofunda o serviço público como objeto de interesses – disse o advogado Rudi Meira Cassel, especialista em direito público.

Fonte: Blog do Servidor Público Federal – Jornal Extra

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