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CNTSS/CUT repudia pronunciamento de Bolsonaro que coloca em risco a saúde da população e dos trabalhadores que enfrentam a pandemia de Covid-19

A sociedade brasileira assistiu perplexa na noite de ontem, terça-feira, 24 de março, o lastimável e impensável pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, apresentando opiniões pessoais que vão na contramão das grandes lideranças mundiais, cientistas, organismos internacionais, especialistas e trabalhadores na área de saúde no que diz respeito ao combate à pandemia de coronavírus (Covid-19) e à luta intensa e cotidiana pela preservação da vida das populações em todo o planeta. A multiplicação de casos de contaminação pelo mundo afora e os tristes e alarmantes números dos óbitos são realidades extremante cruéis e não podem ser relativizadas de forma alguma por um Chefe do Executivo que, entre as muitas tarefas que o cargo impõe, tem a responsabilidade intransferível de preservar a vida dos cidadãos e cidadãs que representa.

 A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social repudia veemente o conteúdo do pronunciamento realizado por Bolsonaro que coloca em risco extremo a população brasileira e todos os trabalhadores e trabalhadoras das inúmeras categorias profissionais que hoje atuam no atendimento aos cidadãos em inúmeras políticas públicas e na área da saúde visando a contenção da pandemia e preservação da vida por meio do tratamento dos pacientes infectados. A Confederação reitera a importância do combate ao Covid-19 a partir dos protocolos estabelecidos pela OMS – Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e as Secretarias Estatuais de Saúde, que tem neste momento crítico a estratégia de consolidar o isolamento domiciliar da população como forma de evitar a proliferação do contágio e de permitir que as redes de saúde possam se estruturar e ter condições de atender aos enfermos pelo vírus, uma vez que é evidente a inexistência de leitos e equipamentos para atendimento de forma tão ampla.

 A Confederação também reafirma sua posição de cobrar dos governos e da iniciativa privada as condições adequadas de infraestrutura, insumos e EPIs – Equipamentos de Prevenção Individual para que seja possível preservar a vida dos profissionais, seus familiares e garantir qualificar ainda mais o atendimento prestado à população. Neste mesmo sentido, a CNTSS/CUT reforça junto às suas entidades filiadas, Sindicatos e Federações, que também sejam utilizados os canais específicos da Justiça e do Ministério Público do Trabalho quando houver a necessidade de ver atendidos os direitos destes trabalhadores e a defesa da população na perspectiva de um melhor atendimento.

 O desrespeito à vida da população pelo governo federal não se limita apenas à falta de atenção que dá e os poucos investimentos que realiza na saúde pública, mais especificamente junto ao SUS – Sistema Único de Saúde, por conta de uma política ultraliberal perversa e desumana.  A sua política econômica é outro fator de morte e perversão. Enquanto as nações do mundo imprimem estratégias contra a crise preservando investimentos nos setores produtivos e sociais, salários e empregos, o governo genocida de Bolsonaro/Guedes apresenta a Medida Provisória 927 que se apresenta como suprassumo da retirada de direitos dos trabalhadores, não alavanca a estrutura produtiva do país e viola de forma contundente a dignidade humana.

 A Confederação está alinhada à posição da CUT – Central Única dos Trabalhadores e demais Centrais Sindicais que dialogam com os parlamentares na Câmara e no Senado para derrubada desta Medida Provisória. Bolsonaro e Guedes usam a epidemia como desculpa pela incapacidade que possuem de gerir a economia do país de forma a trazer desenvolvimento econômico e social, ao mesmo tempo em que tentam esconder seu atrelamento aos interesses do capital internacional que leva, inevitavelmente, ao comprometimento da soberania do país. O mundo hoje luta pela preservação da vida e o Brasil não pode atuar contrariamente a esta premissa primordial e civilizatória.

 CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social

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