A Marcha da Classe Trabalhadora (CONCLAT) reuniu centenas de trabalhadores neste feriado de 15 de abril em frente ao Teatro Nacional, na capital federal, para defender pautas como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, o combate à pejotização e a regulamentação do trabalho por aplicativos. O evento, que começou às 8h, contou com a participação ativa do Sindprev, que esteve representado por diretores da entidade.

Em meio aos manifestantes, a diretoria do Sindprev reforçou a necessidade de avançar nas conquistas históricas da classe trabalhadora. “Estamos aqui para dizer que o fim da escala 6×1 é viável, necessário e tem o apoio de mais de 70% da população brasileira”, afirmou um dos dirigentes durante os discursos. O sindicato participou com a coordenadora Lucivaldina Brito e dirigentes como Lindalva de Jesus, Maria Almeida, Assis, Ponciano e Raimundo Cintra, da CNTSS.

A fala dos representantes dos trabalhadores ecoou o sentimento geral da marcha: assim como ocorreu com a o fim do processo de escravização, o 13º salário e as férias remuneradas, a redução da jornada não quebra a economia — ao contrário, injeta recursos e aumenta a produtividade. Exemplos da Bélgica, Reino Unido, Alemanha e Islândia mostram que a medida beneficia setores como turismo, cultura, serviços, indústria e comércio, além de aliviar a sobrecarga das mulheres, que enfrentam jornada tripla.

“Queremos ouvir todo mundo. Esse debate é fundamental para o futuro do Brasil”, concluiu o representante do Sindprev, que seguiu com a diretoria na marcha em defesa de empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna.