Neste 1º de Maio, data em que se celebra o Dia do Trabalhador, o Sindprev Bahia esteve presente no ato unificado realizado em Salvador, ao lado das principais centrais sindicais do país, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), além de diversas outras entidades representativas dos trabalhadores.

A mobilização reuniu centenas de participantes e teve como foco a defesa de direitos históricos da classe trabalhadora e a reivindicação de novas pautas diante dos desafios atuais. Entre as principais bandeiras levantadas durante o ato esteve o fim da escala de trabalho 6×1 — modelo considerado desgastante por trabalhadores de diversas categorias, que defendem jornadas mais justas e equilibradas.

Outro ponto de destaque foi o enfrentamento ao feminicídio, uma realidade alarmante no país. De acordo com dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 1550  casos de feminicídio em 2025, representando crescimento de 4,7% se comparado ao mesmo ano anterior.

O dado evidencia urgência de políticas públicas mais eficazes no combate à violência contra a mulher.

Durante o ato, representantes do Sindprev Bahia destacaram a importância da união entre as entidades sindicais para fortalecer as lutas sociais e garantir avanços tanto nas condições de trabalho quanto na proteção à vida, especialmente das mulheres.

Para a sindicalista Edna, a redução da carga horária vai contribuir para que as mulheres, sobretudo aquelas que são mães, tenham mais tempo para seus filhos.

A diretora do Sindprev Bahia, Alindair Pereira, destacou o fim da escala 6×1 e pontuou que melhores condições para a classe trabalhadora está atrelada à consciência política das pessoas, ressaltando que “estamos em ano eleitoral e temos que votar de forma consciente, em pessoas que possam elaborar projetos voltados para a classe trabalhadora”.

O sindicalista Almiro Ferreira também destaca que o trabalho na escala 6×1 afeta mais as mulheres que têm dupla jornada.

E Paulo Sérgio reforça que esta escala é uma escravidão. A coordenadora Lucivaldina  Brito pontuou que o fim da escala 6×1 vai trazer mais tranquilidade, sobretudo para as trabalhadoras.

Já a diretora Lindalva de Jesus acredita que a medida vai contribuir até para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras.

A manifestação também reforçou o papel do movimento sindical como instrumento essencial na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e segura para todos.