O coordenador do Sindprev, Edivaldo Santa Rita, afirmou que a proposta de concessão do auxílio-alimentação para aposentados representa um avanço importante na valorização dos servidores públicos e na garantia de qualidade de vida após a aposentadoria. Segundo ele, o tema já foi amplamente debatido no movimento sindical e não se trata de uma medida inédita, mas de uma necessidade concreta diante da realidade vivida pelos aposentados.
De acordo com Santa Rita, após a aposentadoria, as despesas com alimentação e medicamentos tendem a aumentar significativamente, enquanto o servidor perde o direito ao auxílio-alimentação que recebia na ativa, o que provoca uma redução direta em sua renda mensal. “Esse corte já representa um decréscimo no salário do trabalhador aposentado”, destacou.
O coordenador ressaltou que a proposta segue exemplos adotados em outros países e dialoga com políticas públicas já existentes no Brasil, como as campanhas de combate à fome e de promoção da qualidade de vida. Para ele, garantir o auxílio-alimentação aos aposentados é uma medida justa e socialmente necessária.
Edivaldo Santa Rita também destacou o papel do senador Cid Gomes (PSB-CE), relator da matéria, na condução do debate no Congresso Nacional. Segundo ele, a iniciativa tem avançado graças à articulação política e ao compromisso com a pauta dos trabalhadores. A expectativa é que o projeto seja aprovado nas próximas etapas legislativas e encaminhado para sanção presidencial.
“O que virá depois é a definição do valor e dos critérios de quem terá direito ao benefício. Mas o mais importante é reconhecer essa conquista como uma vitória da luta sindical e um avanço concreto na qualidade de vida dos aposentados e aposentadas do Brasil”, afirmou.
Para o dirigente sindical, o reconhecimento do auxílio-alimentação aos aposentados é também uma forma de valorizar servidores que contribuíram durante décadas para o fortalecimento das instituições públicas federais. “No momento em que esses trabalhadores mais precisam de cuidado e recursos, é justo que o Estado retribua essa contribuição”, concluiu.