Após três horas de reunião com o presidente do INSS, Guilherme Serrano, os servidores e os representantes do governo não chegaram a um acordo e ficou decidida a manutenção da greve dos trabalhadores do órgão. O encontro ocorreu em Brasília e contou ainda com a presença de integrantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS) e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social (Fenasps).

A diretora do SINDPREV, Alindaí Santana e o coordenador da CNTSS, Raimundo Cintra foram os representantes da Bahia na reunião. De acordo com Alindaí, houve reconhecimento da legitimidade das pautas da categoria por parte do presidente do INSS, mas ele não sinalizou a previsão de um novo encontro e nem a possibilidade de celebração de um acordo. *O que a categoria exige é a instalação imediata da mesa de negociação da pauta *. “Diante disso, o que ficou decidido é que a greve dos trabalhadores da Previdência Social será mantida por tempo indeterminado e até ampliada”, disse a dirigente sindical.

Dentre os itens colocados na pauta dos servidores estão a realização de concurso público para suprir o déficit de pessoal na Previdência, a melhoria das condições de trabalho nas agências do INSS e a reposição salarial de 19,9%, que corresponde aos três anos sem reajuste para a categoria.

Salvador – Na capital baiana, os servidores fizeram uma mobilização no aeroporto para a entrega de uma carta aos deputados e senadores, onde eles pedem a interlocução  dos parlamentares junto ao governo para as necessidades dos trabalhadores.

Edivaldo Santa Rita, coordenador do SINDPREV, lembra que o sucateamento do INSS prejudica a população, uma vez que atrasa os processos de aposentadoria e concessão de benefícios. “Temos mais de 2 milhões de processos represados, pois o governo faz uma política de destruição da Previdência”, disse.

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